FNL realiza três novas ocupações neste sábado e intensifica a luta pela terra no Pontal do Paranapanema

Na madrugada de hoje, 16, a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade coordenou três novas ocupações de terra no oeste paulista. As áreas ocupadas no Pontal do Paranapanema estão na fazenda Santa Mônica, no município de Rosana, com mais de 500 famílias; na fazenda Santa Rita com mais de 400 famílias, em Mirante do […]

16 out 2021, 09:47 Tempo de leitura: 1 minuto, 54 segundos
FNL realiza três novas ocupações neste sábado e intensifica a luta pela terra no Pontal do Paranapanema

Na madrugada de hoje, 16, a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade coordenou três novas ocupações de terra no oeste paulista. As áreas ocupadas no Pontal do Paranapanema estão na fazenda Santa Mônica, no município de Rosana, com mais de 500 famílias; na fazenda Santa Rita com mais de 400 famílias, em Mirante do Paranapanema; e em Sandovalina na fazenda Usina Taquaruçu, com cerca de 200 famílias.

Todas as áreas ocupadas pertencem ao poder público, já reconhecidas pela Justiça. Não há mais possibilidade jurídica para recurso por parte dos grileiros, o que também indica o abandono total do Estado tanto para com as terras como para com as famílias que reivindicam dar função social para as fazendas através da agricultura familiar.

No início de outubro, a FNL entregou ao Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP) um documento com todas as necessidades e reivindicações de 10 acampamentos instalados no estado, assinado por 2.214 pessoas. As milhares de famílias que aguardam a regulamentação fundiária dessas terras públicas também demandam que o governo paulista se posicione neste impasse, a fim de que a reforma agrária seja realizada de acordo com a lei Franco Montoro de 1985.

O coordenador nacional da FNL, Zé Rainha, está na região. “Queremos denunciar o projeto de lei nº 410 que o governador João Doria (PSDB) mandou para assembleia legislativa. Esse projeto trata da titularização dos assentamentos , mas no artigo 4 ele trata de legitimar a atividade dos grileiros de terras, ou seja, destinar as terras públicas para os fazendeiros. A FNL reafirma seu compromisso na luta pela reforma agrária, em São Paulo e no país inteiro. Lutamos pelo fim deste governo genocida de Jair Bolsonaro” – avisa Zé Rainha.

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O 16 de outubro já está marcado como mais um dia de luta da FNL em São Paulo. O compromisso da Frente é com a transformação da sociedade, e o movimento entende que isso se faz em aliança com todos os lutadores do povo. Convocamos toda sociedade a se unir na nossa grande marcha pela reforma agrária, que acontecerá entre os dias 10 a 15 de novembro, partindo de Sorocaba a capital paulista.